Segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior com 9.410 colocados

Quase metade dos candidatos ficaram fora das universidades e politécnicos públicos na segunda fase do concurso nacional de acesso, que registou 18.250 candidatos, mas apenas 9.410 colocados, de acordo com dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES).

 

 

Segundo os números da tutela, entre o total de candidatos havia 5.810 que não se te tinham candidatado à primeira fase, 4.366 que não foram colocados na primeira fase, 1.980 colocados na primeira fase que não se matricularam e 6.094 candidatos colocados na primeira fase e que concretizaram a matrícula. "Para a segunda fase, o número de vagas colocadas a concurso foi de 13.387, às quais acresceram 1.779 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda fase. Na segunda fase do concurso não foram ocupadas 5.836 vagas", refere uma nota do Ministério da Educação e Ciência.

 

Apesar das milhares de vagas que sobraram, os dados da DGES revelam que 8.840 alunos não conseguiram lugar na segunda fase. Os mais de nove mil colocados na segunda fase têm entre 24 e 28 de Setembro para se matricularem na instituição e curso em que conseguiram lugar.

Caberá agora às instituições decidir se querem levar a concurso para uma terceira fase as vagas que sobraram da segunda fase e aquelas que eventualmente não sejam ocupadas por não se concretizar a matrícula. A candidatura à terceira fase decorre entre 1 e 5 de Outubro através do portal da DGES. No dia 1 a DGES divulga a lista com as vagas disponíveis para cada instituição e curso.

Há 56 cursos com vagas na segunda fase sem alunos colocados A segunda fase de acesso ao ensino superior registou 56 cursos que levaram vagas a concurso, mas não tiveram qualquer aluno colocado, de acordo com os dados divulgados hoje pela Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES). Segundo os dados da DGES, esses cursos são maioritariamente na área da engenharia e em politécnicos, havendo também algumas formações em regime pós-laboral.

Entre os cursos sem colocados na segunda fase, há dezenas de casos em que esse cenário também se tinha verificado na primeira fase. Nos cursos sem colocados sobraram na segunda fase 1.494 vagas para preencher. Em 30 cursos foi possível entrar com uma média de candidatura inferior a 10 valores, mas acima dos 9,5 valores, o mínimo exigido para acesso a uma instituição pública. Em sete licenciaturas 9,5 valores foi mesmo a nota de entrada do último aluno colocado.

A média mais alta na segunda fase pertence ao curso de Engenharia Física da Universidade do Minho, cujo último colocado conseguiu uma vaga com a nota de candidatura de 19,26 valores. Há outro curso com média de entrada superior a 19 valores: Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto registou uma média de 19,03 valores no último colocado.


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