Amplifica-te

O que é que os likes que fazes no Facebook dizem sobre ti? Mais do que pensas!

Luís Alves Vicente
Editor Inspiring Future
11 Abril 2017
 
Cada vez são mais as notícias que dão conta dos perigos da internet e muitas delas vão diretamente ao Facebook. Não vamos dizer se deves ou não usar. Nós usamos e é uma ferramenta essencial do nosso trabalho, pois é importante para chegarmos a ti. Sem ser as dicas que já te demos sobre a importância de nos desligarmos das redes sociais de vez em quando, nada mais vamos dizer sem ser isto: quer queiras ou não, alguém te está a ver e sabe aquilo de que gostas. 
 
Isto não é suposto assustar ou fazer com que nunca mais utilizes o Facebook, mas sim levar-te a refletir sobre como usar esta e outras redes sociais de forma apropriada. E qual é? Cada um sabe o que quer expor, mas deves saber que há aplicações mais seguras para ter alguns tipos de conversas - as que são encriptadas end-to-end, como o whatsapp (significa que só quem escreve as mensagens é que as lê)
 
E esta conversa toda vem a que propósito? Uma artigo na VICE conta como há empresas que preveem a tua orientação sexual, a tua inclinação política e a tua etnia apenas com os likes que fazes no Facebook; e não têm de ser muitos: 68, em média, para sermos precisos. Além daquelas informações, outras também são possíveis de ser analisadas, como informação genérica (tipo estado civil e idade), crenças religiosas e consumo de álcool, tabaco e drogas.
 
O que se faz com estas informações?
Quem quer chegar à população de forma efetiva, contrata empresas como a Cambridge Analytica e usa os dados - conhecidos como Big Data - para disseminar a mensagem. Assim, sabem aquilo de que as pessoas gostam e aquilo que, em princípio, querem ouvir/ler. As mensagens são personalizadas para cada tipo de público e as pessoas facilmente convencidas. Exemplo disso foram as campanhas para a saída do Reino Unido da União Europeia ou as tais "fake news" que acabaram por ser determinantes nas eleições norte-americanas. 
 
Podes ler aqui o artigo da VICE na integra se quiseres aprofundar o tema. E podes ler o livro 1984, de George Orwell para ficares mais ou menos paranoico 😛 

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