Mãos à obra

6 coisas que deves saber e fazer antes de entrares no mercado de trabalho

Luís Alves Vicente
Editor Inspiring Future
21 Novembro 2016

      Este artigo está dividido em duas partes. Aqui encontrarás os primeiros passos para te tornares um melhor profissional, mesmo melhorando a forma de encarares a sala de aula e os teus projetos e trabalhos. Fica atento para o artigo sobre os últimos 3 passos.

   

         1. Generalista ou especialista?

Uma das grandes questões é até que ponto deves ser conhecedor de vários temas para poder trabalhar na respetiva área ou se, por outro lado, será mais sábio focares-te numa especialização.

A mentalidade que deves ter em mente é a seguinte: formares o teu conhecimento em forma de T – dominar o fundamental e depois aprofundar.

Dominar o fundamental: este ponto traduz-se em teres conhecimentos concretos sobre diversas matérias. Desde áreas de interesse por vocação até aquelas que despertam curiosidade. Isto permitir-te-á ser uma pessoa mais culta e formada, com inegável valor acrescentado.

Aprofundar: não há necessariamente uma lógica que imponha que primeiro tens de dominar o fundamental e depois aprofundar, sobretudo quando são áreas do saber descontinuas. Contudo, é natural que para aprofundares uma especialização terás de dominar as aspectos fundamentais da mesma.

O importante é perceberes que tanto ter conhecimentos de vária áreas como aprofundar um tema em especifico são coisas compatíveis e que deves fazer; mas não te esqueças: ser razoável em várias coisas é pior do que ser muito bom numa só.

 

        2. Escolher sobre que tema/área queres trabalhar

Depois dos passos acima descritos, impõe-se aquilo que durante toda a tua vida vais ter de enfrentar: escolhas. Aqui reside uma das chaves do sucesso. Tens de equacionar entre vocação, apetência, gosto e realidade. Enquanto a vocação e o gosto podem andar de mãos dadas, a apetência prende-se com as tuas capacidades técnicas e intelectuais para o projeto que te propões realizar ou uma futura profissão. Já a realidade é o ecossistema que te rodeia, nomeadamente a conjuntura do mercado de trabalho.  Este ultimo indicador pode ajudar-te a decidir entre áreas, caso vejas a evidência de uma melhor vida através de um melhor emprego ainda que numa área paralela.

O mais importante é perceberes que não deves enveredar pelo mais fácil ou pela primeira coisa que te aparece, e não falamos só de uma profissão, isto serve para a escolha do teu tema de trabalho de grupo ou apresentação oral. Quando enfrentas projetos mais desafiantes, acabas por aprender muito mais. Os temas mais difíceis requerem mais atenção e tempo, que inevitavelmente te tornam num entendido na matéria. E, por último, não tenhas medo do trabalho: são os projetos mais difíceis que te diferenciam e te acrescentam valor.

 

          3. Não abandones totalmente aquilo que dominas

Ao escolheres os teus trabalhos da escola, projetos de faculdade ou funções numa organização, não deves abraçar totalmente o desconhecido ou pelo menos de uma vez. É importante ter sempre um pé dentro da área que dominas, porque é isso que te vai permitir ser bom naquilo que fazes. Para maximizares a tua capacidade e produtividade, o equilíbrio entre o conhecido e o desconhecido é fundamental.

Mas também não te vai acrescentar valor ficar totalmente na área de conforto – naquilo que já dominas. Isto porque se já dominas tudo, vais acabar deixar de aprender e, consequentemente, tornar-te desmotivado e desleixado. E é muito fácil afundares na tua zona de conforto, acomodando-te ao piloto automático e, quem sabe, à infelicidade.

O segredo do sucesso reside em perceber quais são os sinais que te indicam que estás a deixar-te levar pelo conforto ou a cair demasiado no desconhecido e voltar a encontrar o meio termo, onde, já sabes, está a virtude.


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