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6 coisas que deves saber e fazer antes de entrares no mercado de trabalho

Categoria: Mãos à obra

      Este artigo está dividido em duas partes. Aqui encontrarás os primeiros passos para te tornares um melhor profissional, mesmo melhorando a forma de encarares a sala de aula e os teus projetos e trabalhos. Fica atento para o artigo sobre os últimos 3 passos.

   

         1. Generalista ou especialista?

Uma das grandes questões é até que ponto deves ser conhecedor de vários temas para poder trabalhar na respetiva área ou se, por outro lado, será mais sábio focares-te numa especialização.

A mentalidade que deves ter em mente é a seguinte: formares o teu conhecimento em forma de T – dominar o fundamental e depois aprofundar.

Dominar o fundamental: este ponto traduz-se em teres conhecimentos concretos sobre diversas matérias. Desde áreas de interesse por vocação até aquelas que despertam curiosidade. Isto permitir-te-á ser uma pessoa mais culta e formada, com inegável valor acrescentado.

Aprofundar: não há necessariamente uma lógica que imponha que primeiro tens de dominar o fundamental e depois aprofundar, sobretudo quando são áreas do saber descontinuas. Contudo, é natural que para aprofundares uma especialização terás de dominar as aspectos fundamentais da mesma.

O importante é perceberes que tanto ter conhecimentos de vária áreas como aprofundar um tema em especifico são coisas compatíveis e que deves fazer; mas não te esqueças: ser razoável em várias coisas é pior do que ser muito bom numa só.

 

        2. Escolher sobre que tema/área queres trabalhar

Depois dos passos acima descritos, impõe-se aquilo que durante toda a tua vida vais ter de enfrentar: escolhas. Aqui reside uma das chaves do sucesso. Tens de equacionar entre vocação, apetência, gosto e realidade. Enquanto a vocação e o gosto podem andar de mãos dadas, a apetência prende-se com as tuas capacidades técnicas e intelectuais para o projeto que te propões realizar ou uma futura profissão. Já a realidade é o ecossistema que te rodeia, nomeadamente a conjuntura do mercado de trabalho.  Este ultimo indicador pode ajudar-te a decidir entre áreas, caso vejas a evidência de uma melhor vida através de um melhor emprego ainda que numa área paralela.

O mais importante é perceberes que não deves enveredar pelo mais fácil ou pela primeira coisa que te aparece, e não falamos só de uma profissão, isto serve para a escolha do teu tema de trabalho de grupo ou apresentação oral. Quando enfrentas projetos mais desafiantes, acabas por aprender muito mais. Os temas mais difíceis requerem mais atenção e tempo, que inevitavelmente te tornam num entendido na matéria. E, por último, não tenhas medo do trabalho: são os projetos mais difíceis que te diferenciam e te acrescentam valor.

 

          3. Não abandones totalmente aquilo que dominas

Ao escolheres os teus trabalhos da escola, projetos de faculdade ou funções numa organização, não deves abraçar totalmente o desconhecido ou pelo menos de uma vez. É importante ter sempre um pé dentro da área que dominas, porque é isso que te vai permitir ser bom naquilo que fazes. Para maximizares a tua capacidade e produtividade, o equilíbrio entre o conhecido e o desconhecido é fundamental.

Mas também não te vai acrescentar valor ficar totalmente na área de conforto – naquilo que já dominas. Isto porque se já dominas tudo, vais acabar deixar de aprender e, consequentemente, tornar-te desmotivado e desleixado. E é muito fácil afundares na tua zona de conforto, acomodando-te ao piloto automático e, quem sabe, à infelicidade.

O segredo do sucesso reside em perceber quais são os sinais que te indicam que estás a deixar-te levar pelo conforto ou a cair demasiado no desconhecido e voltar a encontrar o meio termo, onde, já sabes, está a virtude.


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